domingo, 26 de abril de 2015

Dia 26 de abril - Dia de Santo Anacleto

Eis uma curiosidade com relação ao santo venerado nesta data: seus dados biográficos se embaralharam ao serem transcritos século após século. Papa Anacleto teve sua vida contada como se ele "fosse dois": papa Anacleto e papa Cleto, comemorados em datas diferentes, 26 de abril e 13 de julho. O engano, que passou também pelo cuidadoso Barônio, parece ter sido de um copista, que teria visto abreviado em alguma lista dos papas o nome de Anacleto por Cleto e julgou que deveria colocar novamente o nome apagado de Anacleto sem excluir a abreviação. Após a revisão dos anos 1960, como conseqüência dos estudos de Duchesne, verificou-se que se tratavam da mesma pessoa e a data de julho foi eliminada. Ele foi o segundo sucessor de são Pedro e foi o terceiro papa da Igreja de Roma, governou entre os anos 76 e 88. Anacleto nasceu em Roma e, durante o seu pontificado, o imperador Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos. Ele mandou construir uma memória, isto é, um pequeno templo na tumba de São Pedro. Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de são Pedro.

Fonte- http://diocesedecolatina.org.br/

Na escola do Bom Pastor - Por Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo de Belém (PA)


A Igreja celebra a cada ano, iluminada pelo facho de luz da Ressurreição do Senhor, a Festa do “Bom Pastor”, olhando para aquele que dá a vida pelo seu povo, tantas vezes chamado carinhosamente de rebanho, para manter a fidelidade à imagem utilizada por Jesus. E ele, ao contar as três pequenas parábolas chamadas do Bom Pastor (Cf. Jo 10, 1-18), sofria pressões de todas as partes, tanto que, com muita força, fala de mercenários, cujos interesses não se tinham manifestados os mais puros diante do povo a ser conduzido a boas pastagens. A figura do Bom Pastor, tão admirada por nós, provocou séria divisão, com os adversários de Jesus tramando armadilhas para condená-lo (Cf. Jo 10, 19-21). No entanto, de geração em geração os ensinamentos do Senhor conduzem os cristãos a descobrirem riquezas sempre novas nas referidas parábolas. Não podemos nos furtar a desfrutá-las, entrando na escola do Bom Pastor, para aprender com ele e dele receber as graças necessárias para o tempo em que vivemos. O contexto não é muito diferente, pois também hoje assistimos a uma crise significativa na compreensão e no exercício do poder. Parece que a humanidade tem tendência de voltar à idade da pedra, mudando apenas as armas e as técnicas, quando se vê a barbárie de gestos, palavras e atitudes em todos os níveis! Mas vamos entrar na escola!  O mercenário trabalha por dinheiro, sem laços com o rebanho, comprometendo-se apenas até o momento em que recebe seu pagamento. No rebanho de Cristo, ao invés, se entra por amor e se trabalha por amor. Não se sustenta qualquer outro argumento, até porque o que se envolve com o Senhor assume riscos que podem custar-lhe a própria vida. O amor traz consigo a exigência da gratuidade. Entra-se na Escola do Bom Pastor por atração, por liberdade que se compromete com alguém, com paixão pelos valores que caracterizam sua vida. E todas as pessoas que tiverem experimentado um autêntico encontro pessoal com Jesus Cristo estarão envolvidas nestes laços irresistíveis. Vale inclusive para analisar nosso relacionamento com a Igreja, pois quando se começa a tomar distância, analisá-la com pretensa objetividade, é sinal de que faltou este compromisso de coração, até porque com ele vem também a misericórdia, com a qual os eventuais limites das pessoas são alcançados e superados. No rebanho de Cristo não existem apenas números, mas nomes e histórias das pessoas. Consola saber que Jesus conhece as suas ovelhas pelo nome, sabe dos caminhos que estas percorrem, pensa nelas, vai ao seu encontro, coloca-as, sobre os ombros, cuida como o Bom Samaritano de outra parábola, escreve nos céus os nomes dos que lhes são confiados. Exuberante lição, diante das muitas e tantas vezes impessoais redes de nosso tempo, com as quais as pessoas no fundo se escondem ou se expõem indevidamente. Muitos até perguntam se não pode acontecer validamente a administração de um Sacramento por meios eletrônicos! A Igreja sempre haverá de propor à humanidade o “olho no olho”, o relacionamento pessoal, a força do encontro em comunidade, que questiona, provoca positivamente e é sinal sacramental do seu Senhor, que nunca abandona seu povo, pois está conosco até o fim dos tempos.  Na Escola de Cristo se estabelece um sonho, com o qual todos são incluídos, até que haja um só rebanho e um só Pastor. A Igreja há de aprender continuamente com o seu Senhor, a pensar em quem está mais distante, nas periferias geográficas e existenciais, expressão tão cara ao Papa Francisco. O mais distante pode estar na casa do vizinho, ou dentro de nossa própria casa! Trata-se de abrir os olhos e o coração, para prestar mais atenção aos gritos ou sussurros das pessoas. Enfim, do Senhor se aprende e se recebe a graça da liberdade. Ele dá a vida por si mesmo, pois tem o poder de entregá-la e recebê-la novamente (Cf. Jo 10, 18). Os cristãos não se encontram na Igreja por constrangimento, remorsos mal trabalhados ou apenas por tradições recebidas, ainda que estas sejam preciosas. É necessário renovar a liberdade do dom, abraçar com alegria o relacionamento com Deus e com o próximo proporcionado pela aventura da vida cristã. Tais lições se aplicam para todas as pessoas que assumem responsabilidades em relação aos outros. Da família ao trabalho, na escola ou nas organizações sociais, mais cedo ou mais tarde todos podem de alguma forma “conduzir” os outros, e esta é uma arte que se aprende no discipulado, caminhando com Jesus. É neste contexto que celebramos o Dia Mundial de Orações pelas Vocações Sacerdotais, no Domingo do Bom Pastor, no qual o Papa Francisco propõe para o seguimento de Jesus a experiência do Êxodo, “paradigma da vida cristã, particularmente de quem abraça uma vocação de especial dedicação ao serviço do Evangelho. Consiste numa atitude sempre renovada de conversão e transformação, em permanecer sempre em caminho, em passar da morte à vida, como celebramos em toda a liturgia: é o dinamismo pascal. Fundamentalmente, desde o chamado de Abraão até Moisés, desde o caminho de Israel peregrino no deserto até à conversão pregada pelos profetas, até à viagem missionária de Jesus que culmina na sua morte e ressurreição, a vocação é sempre aquela ação de Deus que nos faz sair da nossa situação inicial, nos liberta de todas as formas de escravidão, nos arranca da rotina e da indiferença e nos projeta para a alegria da comunhão com Deus e com os irmãos. Por isso, responder ao chamado de Deus é deixar que ele nos faça sair da nossa falsa estabilidade para nos pormos a caminho rumo a Jesus Cristo, meta primeira e última da nossa vida e da nossa felicidade...Tudo isto tem a sua raiz mais profunda no amor. De fato, a vocação cristã é, antes de mais nada, um chamado de amor que atrai e reenvia para além de si mesmo, descentraliza a pessoa, provoca um ‘êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para a sua libertação no dom de si e, precisamente dessa forma, para o reencontro de si mesmo, mais ainda para a descoberta de Deus’” (Bento XVI, Carta enc. Deus caritas est, 6) - (Mensagem para o Dia Mundial de Orações pelas Vocações de 2015).

Palavra do Pároco - 4º Domingo da Páscoa

Evangelho (João 10,11-18)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu sou o bom pastor, conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, assim fala o Senhor (Jo 10,14).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
10 11 Disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.
12 O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas.
13 O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas.
14 Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim,
15 como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas.
16 Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.
17 O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar.
18 Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai”.
Palavra da Salvação.


Comentário ao Evangelho

"O PASTOR DAS OVELHAS"
Jesus serviu-se da metáfora do pastor para explicitar que tipo de relação desejava estabelecer com seus discípulos. Queria superar os esquemas bem conhecidos na época, pelos quais os mestres tornavam-se verdadeiros tiranos dos discípulos. Sua intenção era ser um mestre diferente. Como?
Sendo um mestre legítimo, seria como o pastor que entra pela porta do curral e não por outras vias, à maneira dos mestres mal-intencionados.
Estabelecendo um relacionamento cordial e amigo com seus discípulos, imitaria o pastor que conversa com suas ovelhas, chama-as pelo nome e as trata com carinho, pois sua função é cuidar delas.
Conduzindo os discípulos de maneira segura, para evitar extravios, assemelhar-se-ia ao pastor que se coloca à frente do rebanho. Suas ovelhas o seguem, sem hesitar, por reconhecerem a voz de seu guia.
Defendendo seu rebanho perigos e das ciladas que a vida lhes prepara. Os mercenários, nos momentos de perigo, deixam as ovelhas entregues à si mesmas. Agem assim, porque são mercenário, incapazes de arriscar suas vidas para defender o rebanho. Jesus, pelo contrário, defenderá os seus discípulos, até o extremo, mesmo tendo de entregar sua própria vida.
Portanto, é mais prudente deixar-se guiar por um tal pastor.

4º Domingo de Páscoa

Evangelho Jo 10, 11-18
bispo111
“Eu sou o bom pastor.
O bom pastor dá a vida por suas ovelhas!”
(Jo 10, 11)
O quarto domingo de Páscoa é conhecido como o Domingo do Bom Pastor. Jesus é o verdadeiro Pastor de Israel e de todos os povos. Ele dá sua vida pelo rebanho e reúne a todos. É o domingo em que a Igreja propõe orações especiais pelas vocações sacerdotais. A figura do pastor nas Sagradas Escrituras é muito conhecida, devido ao contexto histórico e cultural do povo de Israel, povo nômade e cuidador de rebanhos.
No em seu ensinamento Jesus foi muito claro, chamando a atenção de que o bom pastor conhece as ovelhas, preocupa-se com elas, dá a vida por elas, se for necessário. Diferente daquele que é mercenário e cuida de ovelhas por causa de outros interesses.
Jesus cuidou do seu rebanho dando a vida por todos. É d’Ele que nos vem a vida e nos faz viver como seus filhos. É Ele também que nos dá a segurança de, como novo povo de Deus, caminhar com os nossos compromissos em direção aos valores fundamentais da vida cristã: a vivência do amor e a construção do Reino de Deus. Ao conseguirmos isto, de fato teremos um só rebanho e um só Pastor.
Um rebanho não pode viver sem o pastor. O único Bom Pastor em nossa Igreja será sempre Jesus Cristo! Mas Ele quer se fazer visível em seus pastores, por Ele escolhidos e autorizados para realizar na Igreja o pastoreio: o Papa, os Bispos, os Padres. São os primeiros responsáveis pela ação pastoral na Igreja! Mas também não podemos nos esquecer de que pelo batismo todo cristão é chamado a exercer atividades pastorais na vida da Igreja. Intercedamos ao Pai de Jesus Cristo, o Bom Pastor, que suscite entre nossa juventude aqueles que se sintam vocacionados ao pastoreio na Igreja e que, para os que estão nesta missão, não faltem a fidelidade e a perseverança em sua missão.

Célio de Oliveira Goulart – Bispo Diocesano

sábado, 25 de abril de 2015

CNBB e a vida do povo - Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) conclui nesta sexta-feira, 24 de abril, sua 53ª Assembleia Geral, que reuniu temas de grande relevância para a vida da Igreja Católica na tarefa missionária de anunciar, a todos, o Evangelho de Jesus Cristo. Durante a Assembleia, a CNBB - força da Igreja Católica de reconhecida credibilidade a serviço do povo brasileiro - elegeu a sua nova presidência para o quadriênio 2015-2018. Um competente corpo de presidentes de comissões episcopais levará adiante projetos e programas de evangelização. Os trabalhos serão desenvolvidos com o apoio de assessorias eficientes, em diálogo permanente com os segmentos diversos da sociedade. Em cooperação, busca-se construir uma sociedade mais justa e solidária. Especialmente nesse tempo de Assembleia, compartilhamos ricas experiências e reforçamos o compromisso de sempre buscar o diálogo, a inovação interna e, permanentemente, caminhar com o povo, particularmente ao lado dos mais pobres. Deste modo, investimos para ser sempre uma “Igreja em saída”, conforme orienta o Papa Francisco. Essas importantes metas estão desenhadas pelo horizonte das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, aprovadas durante a Assembleia. As Diretrizes orientam o caminhar da Igreja na realidade sociocultural diversificada da sociedade brasileira. As definições de projetos, programas e planos de pastoral, em cada lugar do país com a presença da Igreja, têm nestas Diretrizes ricos parâmetros e efetivas linhas de ação. Ao definir seus planejamentos, a Igreja está consciente de que para além de aspectos técnicos, são fundamentais o testemunho e a disponibilidade para o encontro. Como diz o Papa Francisco, é imprescindível a coragem de ser uma Igreja “acidentada” e, até, “enlameada”, jamais autocentrada. No horizonte desse desafio, a Assembleia Geral da CNBB analisou a complexidade da realidade social e política que interpela a fé cristã a dar a sua indispensável contribuição. Por isso, foi incluído um segundo passo no Projeto Pensando o Brasil, criado em 2014 no contexto das eleições. A Igreja Católica olha, com preocupação e apreensão, a realidade da desigualdade social no país. Os avanços e conquistas alcançados até hoje não são suficientes para apaziguar o coração de cada cidadão brasileiro. É uma situação grave e a sociedade brasileira será julgada pelo modo como trata os mais pobres. O tratamento equivocado imposto aos mais pobres traz consequências lamentáveis como a perda da indispensável humanização. Certo é que não se pode acostumar e acomodar-se com as situações de desigualdades e injustiças sociais. A Igreja sabe que a fé vivida e testemunhada tem força para remover esses espectros desoladores do contexto social. A paz verdadeira só se efetivará quando a cidadania e a fé impulsionarem novas posturas, sensíveis ao clamor dos pobres, que respeitem o direito dos povos. Daí nascerá a paz verdadeira. A condição humana e o exercício da cidadania precisam ser reconfigurados por meio de densa espiritualidade e mística fecunda. Por isso, os bispos do Brasil aprofundaram o estudo e o planejamento de ações determinantes no âmbito da fé vivida e testemunhada. O grande dom da fé é o tesouro da Igreja, com as riquezas inesgotáveis de conceitos e conteúdos, particularmente presentes na Palavra de Deus e na Tradição. Esse tesouro desafia permanentemente a Igreja a revitalizar suas instituições, dinâmicas e funcionamentos, para se alcançar novas respostas. Nesta perspectiva, a Liturgia é o sustentáculo da ação evangelizadora. A Igreja, quando transmite a fé, ajuda a humanidade a abrir-se ao amor inesgotável de Deus, fonte da sabedoria necessária para reequilibrar a vida e encontrar as saídas urgentes para as crises em curso na sociedade. A vivência dessa tarefa tem como horizonte inspirador e esperançoso a convocação feita pelo Papa Francisco ao anunciar a celebração do Ano da Misericórdia. Um momento especial, promovido pela Igreja, que interpela a sociedade a compreender e a viver mais intensamente o amor de Deus. Será um jubileu, tempo de graça, de 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016. A sociedade, pelo testemunho e anúncio da Igreja, precisa conhecer mais Jesus Cristo, o rosto misericordioso de Deus, a misericórdia encarnada. Vivenciar, de modo profundo, a espiritualidade do perdão, da justiça e da misericórdia pode ser contraponto à vigente cultura hedonista e materialista que retarda avanços. A sociedade precisa de qualificação que não é meramente técnica. A misericórdia é um saber vivencial e experiencial imprescindível. De modo coerente com essa perspectiva, a CNBB renovou em sua Assembleia Geral o compromisso de trabalhar para construir uma sociedade mais justa e solidária, sem medo dos desafios e pronta a dialogar com o pluralismo de ideias. Assim, está decidida a inovar-se para anunciar com autenticidade o Evangelho, sempre a serviço da vida do povo.

Nova presidência da CNBB concede entrevista coletiva

Após a cerimônia de posse e encerramento da 53ª AG da CNBB, o presidente e o secretário geral da Conferência atenderam a imprensa em entrevista coletiva. Na ocasião, foram divulgadas notas e mensagens aprovadas durante a reunião. As mensagens foram dirigidas àspessoas da Vida Consagrada, por ocasião do Ano da Vida Consagrada;aos cristãos perseguidos e ao povo armênio, por ocasião do centenário do genocídio que ceifou a vida de 1,5 milhão de cristãos, canonizados simbolicamente pelo líder da Igreja Armênia. A nota divulgada trata do momento nacional. Uma reflexão que partiu da análise apreensiva do episcopado diante da realidade brasileira “marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça as conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País”. 
“Desta avaliação nasce nossa palavra de pastores convictos de que ‘ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos’”, afirmaram citando a Exortação Apostólica do papa Francisco, Evangelii Gaudium.
Respostas aos jornalistas
Após a leituras das notas, os jornalistas puderam fazer perguntas ao presidente e secretário geral da CNBB. Confira trechos de algumas respostas:
• Acusações de atitudes favoráveis ao partido do governo
Dom Sérgio da Rocha 

“Nós deixamos muito claro que a CNBB, na sua história e no momento presente tem sempre se pautado por aquilo que é a Doutrina Social da Igreja. Nós temos sim o dever de nos pronunciar sobre as questões sociais e fazemos isso sempre na fidelidade a Cristo, iluminados pela palavra dele” 

“A palavra da Igreja é profética, é de anúncio é de denúncia, sempre fundamentada na palavra de Deus. É a palavra de Deus que está sendo proclamada nas condições concretas do nosso tempo, do nosso país. De nossa parte, nós não temos adotado e não queremos adotar nenhuma posição que seja político-partidária. E no caso da Reforma Política, até mesmo existem outros projetos diversos daquele que a Coalizão, da qual a CNBB participa, está propondo. Então não é justo, às vezes as pessoas não estão muito atentas aos detalhes, às vezes vão misturando as coisas. Por exemplo, o fato da Igreja falar da reforma política, mostrar a importância da palavra política não quer dizer que esteja adotando uma posição que seja do governo que aí está ou então de um partido ou outro. Nós fazemos isso [falar da reforma política], com sentimento de corresponsabilidade e de reponsabilidade na vida social.
“Eu deixo muito claro que se há equívocos, a gente respeita, até mesmo pessoas que possam ter uma postura mais crítica, mas, de nossa parte, aquilo que tem sido e que continuará a ser é uma postura de autonomia, de independência diante daquilo que é posição político-partidária. Lamentavelmente, às vezes, acaba-se confundindo as coisas dependendo daquilo que se fala”.
• Continuidade de posicionamentos sobre questões sociais e políticas com a nova presidência
Dom Sérgio da Rocha
“A eleição de uma nova presidência não significa uma mudança radical nos rumos da Conferência Episcopal. A presidência não age sozinha. Nós estamos, em primeiro lugar, procurando dar sequência àquilo que tem sido o papel da CNBB na Igreja no Brasil nesses anos todos”.
“Essa postura profética que sempre acompanhou a vida da Igreja, a vida da CNBB, vai continuar”.
Na elaboração de notas e nos Conselhos Episcopais “não se reflete aquilo que é o sentir da presidência, mas do episcopado”.
“Não podemos renunciar a esse aspecto que é próprio da missão da Igreja e da CNBB na Igreja no Brasil, que é o profetismo, uma postura de anúncio da Palavra de Deus nas condições concretas do mundo de hoje, principalmente denunciando aquilo que vai contra a palavra de Deus, contra o Reino de Deus, independente da matéria que esteja em pauta”.
• Vistas ao papa e à presidência da República
Dom Leonardo Steiner
Dom Leonardo explicou que a presidência da CNBB apresenta a cada ano o resultado das Assembleias Gerais. Um momento de diálogo e para “ouvir as orientações”. Ele ressaltou sua experiência com o “jeito afável e próximo” de Bento XVI e a “expansividade” do papa Francisco, o qual tem sempre a curiosidade de saber como está o trabalho da Conferência.
“É praxe da nova presidência fazer uma visita ao presidente, no nosso caso, a presidente, até no período da ditadura. A CNBB coloca suas preocupações. Também estabelece contato com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e com o procurador geral da República”.
“Às vezes a gente sente que alguns pensam que a visita no caso da presidente que é uma visita para reforçar o Partido dos Trabalhadores (PT). Não! É uma visita de relação de entidades. Nós não visitamos, portanto, partidos. Nós sempre vamos com pontos para discutir, para propor. E sempre com uma preocupação muito importante. Não para a igreja se impor, mas a questão realmente dos pobres”.
Nos ministérios, é comum dom Leonardo acompanhar integrantes de comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, em nome da CNBB para que sejam expostas suas necessidades às autoridades. 
 
Fonte- CNBB

Nova presidência da CNBB toma posse

A nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tomou posse na manhã desta sexta-feira, dia 24, durante a sessão de encerramento da 53ª Assembleia Geral (AG) da entidade, iniciada no dia 15, em Aparecida (SP). Também tomaram posse os doze presidentes da Comissões Episcopais. O arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, na condição de presidente da Conferência, fez uma série de agradecimentos aos participantes, parceiros e colaboradores pela realização da 53ª AG. Também agradeceu pelos “frutos” do trabalho. “A oração, a convivência fraterna, os temas que pudemos aprofundar, sobre os quais pudemos dialogar, os documentos que aprovamos são alguns dos frutos do nosso trabalho que nos fizeram crescer na corresponsabilidade colegial pela Igreja no Brasil”, disse o cardeal. Dom Damasceno ainda expressou a gratidão ao episcopado pela confiança do mandato iniciado em 2011, o qual os permitiu “servir com limitações, mas com grande amor, à Igreja no Brasil”, afirmou. No final de sua fala, dom Raymundo desejou “votos de boas realizações” na condução dos trabalhos da Conferência Episcopal. O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, reconduzido ao cargo, tomou a palavra para saudar o cardeal Damasceno Assis e o arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário, que ocupou a vice-presidência no último quadriênio. “Dom Raymundo e dom Belisário, creio que todos nós que estamos aqui gostaríamos de expressar uma palavra de profunda gratidão. São dois homens extraordinários. Simples, argutos, perspicazes, um amor profundo à Igreja, um amor profundo à CNBB. São dois homens extraordinários porque têm o senso do Evangelho, o bom humor, a alegria, a simplicidade”, disse dom Leonardo. O bispo auxiliar de Brasília (DF) ainda testemunhou o amor pela CNBB presente nos ex-membros da presidência. “Se todos nós tivermos o amor pela CNBB como esses dois homens, nós continuaremos na comunhão, na colegialidade e no serviço à nossa Igreja no Brasil”, sugeriu. Voltando-se para dom Damasceno, ressaltou a capacidade de ponderação do cardeal. “O senhor sempre procurou ver todos os lados, todas as perspectivas para podermos assim tomar decisões e encaminhamentos que nos ajudaram muito durante esses quatro anos”, avaliou. Após momento de oração, foram chamados os presidentes das doze Comissões Episcopais de Pastoral que cumpriram mandato até a 53ª AG e os escolhidos durante esta semana. Com um aperto de mão, simbolizaram a passagem e continuidade do trabalho à frente das respectivas comissões.

Fonte- CNBB

Dia 25 de abril - Dia de São Marcos


O evangelho de são Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança. Ele pregou quando seus apóstolos se espalhavam pelo mundo, transmitindo para o papel, principalmente, as pregações de são Pedro, embora tenha sido também assistente de são Paulo e são Barnabé, de quem era sobrinho. Marcos, ou João Marcos, era judeu, da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém, e, segundo os historiadores, teria sido batizado pelo próprio são Pedro, fazendo parte de uma das primeiras famílias cristãs de Jerusalém. Ainda menino, viu sua casa tornar-se um ponto de encontro e reunião dos apóstolos e cristãos primitivos. Foi na sua casa, aliás, que Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a eucaristia, e foi nela, também, que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo, após a ressurreição.
Mais tarde, Marcos acompanhou são Pedro a Roma, quando o jovem começou, então, a preparar o segundo evangelho. Nessa piedosa cidade, prestou serviço também a são Paulo, em sua primeira prisão. Tanto que, quando foi preso pela segunda vez, Paulo escreveu a Timóteo e pediu que este trouxesse seu colaborador, no caso, Marcos, a Roma, para ajudá-lo no apostolado. Ele escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e segundo os ensinamentos que possuía de são Pedro, em pessoa. O qual, além de aprová-lo, ordenou sua leitura nas igrejas. Seu relato começa pela missão de João Batista, cuja "voz clama no deserto". Daí ser representado com um leão aos seus pés, porque o leão, um dos animais símbolos da visão do profeta Ezequiel, faz estremecer o deserto com seus rugidos. Levando seu Evangelho, partiu para sua missão apostólica. Diz a tradição que são Marcos, depois da morte de são Pedro e são Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, especialmente na Alexandria, onde fundou uma das igrejas que mais floresceram.
Ainda segundo a tradição, ele foi martirizado no dia da Páscoa, enquanto celebrava o santo sacrifício da missa. Mais tarde, as suas relíquias foram trasladadas pelos mercadores italianos para Veneza, cidade que é sua guardiã e que tomou são Marcos como padroeiro desde o ano 828.

Fonte- http://diocesedecolatina.org.br/

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Utilidade Pública- PREFEITURA OFERECE CURSO GRATUITO DE EMPREGADA DOMÉSTICA

A Prefeitura Municipal de São João del-Rei abre as inscrições para o curso gratuito de Empregada Doméstica, como parte do programa Qualifica São João, coordenado pela Secretaria de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social, via o setor de Projetos Sociais. Ao todo, serão 25 vagas.
As inscrições podem ser feitas entre os dias 22 de abril a 04 de maio, das 7h30 às 16h30 na Secretaria de Assistência Social e nos CRAS (Senhor dos Montes, Matosinhos, Tijuco e Rural). Para se inscrever, o candidato deve ter idade mínima de 18 anos e apresentar o Número de Identificação Social (NIS) e documentos pessoais. Não há exigência de escolaridade.
As aulas terão início no dia 12 de maio na Escola Municipal Maria Tereza, todas as terças e quartas-feiras, de 19h às 22h. A carga horária total do curso é 50h. O material didático é gratuito.
Sobre o curso
A qualificação tem o objetivo de formar profissionais capazes de planejar e realizar atividades domésticas de forma profissional, proativa, eficiente e responsável, executando as tarefas diárias de limpeza, organização, cozinha e cuidados com o vestuário.
Dentre as atividades propostas no programa do curso estão ética, legislação trabalhista, limpeza e organização da casa, gestão de pessoas e outros.  
Endereços de inscrição:
Secretaria de Cidadania, Desenvolvimento e Assistência Social: Rua Salomão Batista de Souza, 10, Matosinhos.
CRAS Matosinhos: Rua Amaral Gurgel, 63
CRAS Senhor dos Montes: Rua Sebastião dos Passos Melo, 74
CRAS Tijuco: Rua São José, 244
CRAS Rural: Rua José Lopes da Silva, 222 – São Sebastião da Vitória

Fonte- http://www.saojoaodelrei.mg.gov.br/

Com ingressos esgotados, “Uma Canção pela Paz” reúne centenas de pessoas em Teatro Municipal


Uma_Canao_pela_paz_1"Sonho que se sonha só é somente um sonho. Sonho que se sonha junto é realidade”.  Abrindo com as sábias palavra de Dom Hélder Câmara, Padre Dirceu de Oliveira Medeiros, Vigário Geral da Diocese de São João del-Rei, saudou a todos os presentes no evento “Uma Canção pela Paz”, 
ocorrido no último domingo, 19, no Teatro Municipal da cidade. Promovido pela Cáritas Diocesana, o acontecimento marcou o lançamento do projeto de construção do Centro de Recuperação de Dependência Química em território diocesano.
Uma_Canao_pela_paz_3Logo no início da atração, Fábio da Silva, Presidente da Cáritas Diocesana, falou sobre o projeto e apresentou toda a equipe que compõe a entidade na região. Convidado para palestrar na noite, o professor José Luiz de Oliveira, da Universidade Federal de São João del-Rei, refletiu sobre o respeito da sociedade, buscando as origens desde o“Homo Sapiens” até o mundo contemporâneo. Com as sábias palavras do filósofo, centenas de pessoas puderam similar todo o contexto e perceber como o dependente químico vem sendo tratado no quotidiano.


Uma_Canao_pela_paz_10
Outra atração da noite foi o show “Filhos do Céu”. Formada por músicos da Diocese, a banda católica levou em seu repertório, mensagens de fé e amor através das 13 músicas apresentadas na noite. Destaque para canções populares da cultura cristã, que com animação, tiraram muitas pessoas das poltronas. Entre uma apresentação e outra, Padre Geraldo Magela, grande apoiador do grupo musical, recitava versos e conduzia grandes momentos de reflexão. Ao final do evento, os presentes puderam receber a benção dos três padres (Dirceu, Geraldo e Roberto Modesto).

Uma_Canao_pela_paz_12Avaliado positivamente pela vice-presidente da Cáritas Diocesana, Carmem Lúcia Calvo, o evento contou também com a solidariedade das pessoas. Com lotação máxima, além da contribuição simbólica do show, muitos contribuíram, ainda mais, com a obra. “Os ingressos eram, na verdade, um envelope, por isso, muitas pessoas, além de contribuir com o valor proposto, oferecia uma oferta ainda maior. Ficamos felizes com esse apoio da população”, destacou Carmem, uma das organizadoras do evento.

Uma_Canao_pela_paz_2A Casa de Reabilitação será construída a 7 km da cidade de Dores de Campos, em um terreno de 82 mil metros quadrados, doado por um grupo da Renovação Carismática que adquiriu o espaço com o intuito de realizar um projeto similar. Segundo Fabio da Silva, especula-se que no próximo semestre será iniciada a construção.

Uma_Canao_pela_paz_11
Reportagem e fotografia de Lucas Silveira / DEDICOM




Estado de saúde do Padre Ademir Longatti

Após a realização de diversos exames, Padre Ademir Sebastião Longatti, pároco da Paróquia Santo Antônio, em Tiradentes, se encontra em repouso absoluto devido alterações ao aspecto cardiovascular constatadas em seus exames.
Acompanhado pelo Dr. Fausto Régis Moreira, o sacerdote foi encaminhado para a cidade de Juiz de Fora, onde passa bem e conta com as orações de todos para o bom êxito de sua recuperação.

Colaborações: irmã Niva – Secretária Paroquial de Tiradentes

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Dia 23 de abril - Dia de São Jorge


A existência do popularíssimo são Jorge, por vezes, foi colocada em dúvida. Talvez porque sua história sempre tenha sido mistura entre as tradições cristãs e lendas, difundidas pelos próprios fiéis espalhados entre os quatro cantos do planeta. Contudo encontramos na Palestina os registros oficiais de seu testemunho de fé. O seu túmulo está situado na cidade de Lida, próxima de Tel Aviv, Israel, onde foi decapitado no século IV, e é local de peregrinação desde essa época, não sendo interrompida nem mesmo durante o período das cruzadas. Ele foi escolhido como o padroeiro de Gênova, de várias cidades da Espanha, Portugal, Lituânia e Inglaterra e um sem número de localidades no mundo todo. Até hoje, possui muitos devotos fervorosos em todos os países católicos, inclusive no Brasil. A sua imagem de jovem guerreiro, montado no cavalo branco e enfrentando um terrível dragão, obviamente reporta às várias lendas que narram esse feito extraordinário. A maioria delas diz que uma pequena cidade era atacada periodicamente pelo animal, que habitava um lago próximo e fazia dezenas de vítimas com seu hálito de fogo. Para que a população inteira não fosse destruída pelo dragão, a cidade lhe oferecia vítimas jovens, sorteadas a cada ataque. 
Certo dia, chegou a vez da filha do rei, que foi levada pelo soberano em prantos à margem do lago. De repente, apareceu o jovem guerreiro e matou o dragão, salvando a princesa. Ou melhor, não o matou, mas o transformou em dócil cordeirinho, que foi levado pela jovem numa corrente para dentro da cidade. Ali, o valoroso herói informou que vinha da Capadócia, chamava-se Jorge e acabara com o mal em nome de Jesus Cristo, levando a comunidade inteira à conversão. De fato, o que se sabe é que o soldado Jorge foi denunciado como cristão, preso, julgado e condenado à morte. Entretanto o momento do martírio também é cercado de muitas tradições. Conta a voz popular que ele foi cruelmente torturado, mas não sentiu dor. Foi então enterrado vivo, mas nada sofreu. Ainda teve de caminhar descalço sobre brasas, depois jogado e arrastado sobre elas, e mesmo assim nenhuma lesão danificou seu corpo, sendo então decapitado pelos assustados torturadores. Jorge teria levado centenas de pessoas à conversão pela resistência ao sofrimento e à morte. Até mesmo a mulher do então imperador romano.
São Jorge virou um símbolo de força e fé no enfrentamento do mal através dos tempos e principalmente nos dias atuais, onde a violência impera em todas as situações de nossas vidas. Seu rito litúrgico é oficializado pela Igreja católica e nunca esteve suspenso, como erroneamente chegou a ser divulgado nos anos 1960, quando sua celebração passou a ser facultativa. A festa acontece no dia 23 de abril, tanto no Ocidente como no Oriente,

Fonte- http://diocesedecolatina.org.br/

Bispos eleitos no 53ª Assembleia Geral da CNBB

Dom João Carlos Petrini é eleito membro para o Sínodo dos Bispos

O bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini, foi eleito 2º membro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a 14ª Assembleia do Sínododos Bispos sobre a Família, em primeiro escrutínio realizado na manhã de hoje, 23, durante a 53ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP). Ele recebeu 170 votos do total de 252, superando os 133 votos requeridos para a maioria absoluta. O Sínodo convocado pelo papa Francisco, ocorrerá de 4 a 25 de outubro, no Vaticano, e terá como tema “A Vocação e a Missão da Família na Igreja e no mundo contemporâneo”.
Dom Petrini presidiu a Comissão para a Vida e a Família da CNBB no período de 2011 a 2015. É doutor em Ciências Políticas pela Pontifícia Universidade Católica (SP) e coordena o programa de Pós-Graduação em Família na Sociedade Contemporânea da Universidade Católica de Salvador (UCSal). Atualmente é diretor do Pontifício do João Paulo II para estudos sobre Matrimônio e Família – Salvador (BA).
Currículo
Dom João Carlos Petrini nasceu em 1945, na cidade de Fermo, na Itália. Formou-se em Ciências Políticas na cidade de Perugia. Em 1970 foi enviado como missionário ao Brasil pelo Movimento Comunhão e Libertação e atuou na arquidiocese de São Paulo. Ainda na capital, estudou Teologia e ordenou-se sacerdote em 1975. Cursou Mestrado e Doutorado em Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Em 1989, mudou-se para Salvador, onde foi reitor do Seminário Propedêutico entre 1990 e 1998 e diretor do Instituto de Teologia da UCSal (Universidade Católica do Salvador) de 2005 a 2009. É diretor da Seção Brasileira do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família. Dom Petrini é professor-pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Família na Sociedade Contemporânea da UCSal e coordenador do grupo de pesquisa Família em Mudança. É também autor de diversos livros e artigos científicos publicados em revistas. Foi nomeado em 2005, pelo papa João Paulo II, bispo auxiliar de Salvador. Em fevereiro de 2011, tomou posse na diocese de Camaçari (BA).

Suplente do delegado da CNBB junto ao Celam será dom Anuar Battisti

O arcebispo de Maringá (PR), dom Anuar Battisti, foi eleito para suplente de delegado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) junto ao Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) em segundo escrutínio realizado nesta quinta-feira, 23. Ele recebeu 150 votos do total de 258, e assim superou os 130 votos requeridos para a maioria absoluta. Dom Anuar substituirá dom Luiz Demétrio Valentini no cargo de suplente do delegado junto ao Celam.
Currículo
Nascido em Lajeado (RS) em 1953, dom Anuar foi ordenado presbítero em 1980. Estudou Filosofia no Seminário Rainha dos Apóstolos, em Curitiba (PR), e Teologia na Studium Teologicum de Curitiba e na Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo. Em 1996 foi nomeado administrador diocesano de Toledo (PR) e exerceu o cargo por dois anos, até que o papa João Paulo II o nomeou bispo diocesano de Toledo, em 1998. Em setembro de 2004, foi nomeado arcebispo de Maringá (PR) pelo papa João Paulo II. Em maio de 2007 participou como membro delegado pela CNBB da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho, em Aparecida (SP). Seu lema episcopal  é “Caminhai no Senhor”.

Dom José Belisário é escolhido delegado para o Celam

O arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário, foi eleito delegado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) junto ao Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) em segundo escrutínio realizado ainda na noite de quarta-feira, 22. Ele recebeu 189 votos do total de 268, superando os 135 votos requeridos para a maioria absoluta. Em 2011, foi eleito vice-presidente da Conferência e encerra na próxima sexta-feira, 24, seu mandato.
Currículo
Dom Belisário nasceu em 1945, em Carmópolis (MG), e foi ordenado sacerdote em 1969. Ele estudou Filosofia no Convento São Boaventura, em Dalto Filho (RS) e Teologia, no Instituto Central de Filosofia e Teologia da Universidade Católica de Minas Gerais. O papa João Paulo II o nomeou bispo da diocese de Bacabal (MA) em dezembro de 1999 e sua ordenação episcopal ocorreu em fevereiro do ano seguinte. Em 2005, o papa Bento XVI o elevou a arcebispo para a sede de São Luís, no Maranhão. Atualmente é vice-presidente da CNBB. Seu lema episcopal é “Invisibilem Tamquam Videns” – “Como se visse o invisível”.

Dom Darci Nicioli assume Comissão para a Comunicação

Foi eleito no segundo escrutínio para presidir a Comissão Episcopal Pastoral para Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) o bispo titular de Tito e auxiliar de Aparecida (SP), dom Darci José Nicioli. Ele recebeu 207 votos, ultrapassando a maioria absoluta requerida de 138. No último quadriênio 2011-2015 a comissão foi presidida por dom Dimas Lara Barbosa.
Currículo
Nascido em Jacutinga (MG) em 1959, dom Darci foi ordenado sacerdote em 1986. Estudou Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP) e Teologia no Instituto Teológico São Paulo (ITESP).  O bispo também é mestre em Teologia pelo Pontifício Ateneo St. Anselmo, de Roma. Em novembro de 2012 foi nomeado bispo auxiliar de Aparecida (SP) pelo papa Bento XVI. Seu lema episcopal é “Que a tua luz brilhe”.