sexta-feira, 22 de maio de 2015

Família, uma escola - Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
As crises no atual contexto da sociedade demandam qualificados investimentos em educação. A escola formal é muito importante, pode transformar processos, mas deve ser permanentemente repensada. Essa atitude reflexiva é necessária justamente para que a dimensão “formal” da escola, seu componente constitutivo, não se torne, no lugar de um processo libertador e alicerce de um novo humanismo, um caminho para a produção de polarizações e radicalismos, que tanto pesam sobre a sociedade. Preocupante também é a quantidade de diplomados sem capacidade para liderar e impulsionar processos, mesmo os mais simples. Trata-se de uma carência que atrasa a superação das muitas crises. O tratamento inadequado da realidade educacional no país penaliza os estudantes e os processos de ensino. Se a educação é prioridade, torna-se inaceitável a imposição de sacrifícios às instituições educativas e aos seus destinatários: os alunos. Esses sacrifícios comprometem a formação pessoal e profissional. Por isso, espera-se lucidez política e governamental para que problemas criados por outros não imponham dificuldades aos que são esperança do futuro. No conjunto de instituições educativas, deve-se considerar a família, a primeira escola. Indicações oportunas, que precisam ser refletidas, estão na mensagem do Papa Francisco para o 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado pela Igreja Católica, no mundo inteiro, neste mês de maio. A mensagem sublinha que a família há de ser compreendida sempre como um ambiente privilegiado do encontro na gratuidade e no amor. Por isso mesmo, é uma escola. Encontro e gratuidade têm que ser aprendidos, vivenciados e exercitados. Essa capacitação, de caráter espiritual, é indispensável para que a sociedade enfrente suas muitas dificuldades e encontre saídas. Não se pode limitar a compreensão da crise econômica, por exemplo, considerando que sua superação passa apenas por números e taxas. A falta de qualidade humanística, em todas as etapas da história, é o nascedouro de desastres. Trata-se de base para os descompassos, fonte de prejuízos na sociedade. Investir na formação humanística, que começa no contexto familiar, eis uma saída no processo exigente para prevenir e superar crises. Por isso, a Igreja coloca a reflexão sobre a família no centro de suas prioridades. Será realizado em outubro deste ano, em Roma, a partir de convocação do Papa Francisco, o Sínodo dos Bispos que aprofundará essa reflexão. A Igreja é consciente do caráter determinante da família na sua missão e na sua constituição. Esta consciência sobre a importância do contexto familiar precisa ser cada vez mais partilhada por todas as instituições da sociedade, particularmente as governamentais. A aprendizagem singular e insubstituível da comunicação na escola da família abrange a vivência de dinâmicas que qualificam para que se conviva com a diferença. Isso é exigência fundamental na vida contemporânea. É na família que se aprende a língua materna, uma força que desperta a capacidade de percepção e incita o sentido de viver e de fazer algo de bom e belo. A experiência de se constituir vínculos no contexto familiar é determinante na formação da competência para gerar respostas. É na família que se inicia também a configuração de uma indispensável espiritualidade, sem a qual não se dá conta de viver adequadamente. Comprometida a instituição familiar, e consequentemente os processos de comunicação, muitos serão os prejuízos. Basta listar e analisar situações em que atores inadequadamente interagem, manifestam incompetência para uma comunicação capaz de gerar o que é bom e belo. A estrutura básica de cada pessoa - que inclui a capacidade para interagir -, para ser edificada, depende da família, lugar singular do abraço, do apoio, dos olhares comunicativos, do silêncio, do rir e chorar juntos numa experiência de amor entre pessoas. A família precisa estar mais na pauta cotidiana de instituições e de governos para que a sociedade não sofra grandes perdas e sacrifícios. O tratamento adequado dessa tão importante instituição é inadiável. Todos devem reconhecê-la como importantíssima escola.

Pontifício Conselho Justiça e Paz promove Conferência sobre a Mulher

A 2ª Conferência Internacional sobre a Mulher, que iniciará nesta sexta-feira, 22,e prosseguirá até o dia 24 de maio, em Roma, abordará o tema:  "Mulheres rumo à agenda para o desenvolvimento pós-2015: quais desafios dos Objetivos de desenvolvimento sustentável?”. O evento foi apresentado na manhã desta quinta-feira, 21, pelo presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, cardeal Peter Turkson; pela subsecretária do dicastério, Flamina Giovanelli;  pela presidente da Aliança Mundial de Mulheres pela Vida e  Familia (WWALF), Olimpia Tarzia; e pela presidente  da União Mundial de Organizações Femininas Católicas (WUCWO), María Giovanna Ruggieri. A Conferência tem como propósitos oferecer um panorama das principais questões que afetam as mulheres de todo mundo nos dias atuais e contribuir no âmbito das negociações em andamento para a nova agenda do desenvolvimento pós-2015. Na ocasião, será apresentada uma análise da antropologia feminina confrontada com a cultura moderna. Outro tema em pauta refere-se ao papel desempenhado pelas mulheres na área da educação. “A educação é um recurso essencial para o direito à vida. Em alguns lugares do planeta, é negada às meninas cujo nascimento é considerado uma desgraça, já que o único destino da mulher é o matrimônio”, explicou o cardeal Turkson. Ainda no evento será falado sobre o diálogo inter-religioso como caminho para a paz duradoura e o papel das mulheres neste contexto. Também serão discutidas as múltiplas formas da escravidão e da violência sofridas pelas mulheres em diferentes partes do mundo. Segundo o cardeal Turkson, a Conferência denunciará o fenômeno do tráfico de pessoas, definido pelo papa Francisco como um crime contra a humanidade e cujas vítimas são, na maior parte, meninas e mulheres. No sábado, 23, os grupos de trabalho discutirão  s principais áreas temáticas do Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. “A questão da mulher é transversal e crucial na maioria das propostas atuais desses objetivos: as mulheres têm um papel importante na educação, na redução da pobreza e da fome no mundo. Porém, são também guardiãs da vida em todas as suas fases, acrescentou.  
Fonte- http://www.cnbb.org.br/

Nossa Senhora da Saúde

A devoção a Nossa Senhora da Saúde teve início em Portugal, na época da “grande peste”, em meados do século XVI. No verão de 1.569 o contágio chegou ao máximo e todos os esforços foram feitos pelo rei D. Sebastião, que chegou a pedir médicos à Espanha, a fim de debelar o mal. O povo então, ao ver que os recursos humanos falhavam, recorreu à Mãe de Deus organizando procissões de penitência em honra de Nossa Senhora. Em 1.570, tendo diminuído o número de mortes, foi escolhido o dia 20 de abril para agradecer a Nossa Senhora pelos benefícios. Em festiva procissão, levada em rico andor, a bela imagem da
Virgem Maria recebeu o título de Nossa Senhora da Saúde. De Portugal, esta invocação veio para o Brasil, sendo as primeiras imagens trazidas de lá para Salvador, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Fonte- http://www.senhoradasaude.org.br/

Dia 22 de maio - Dia de Santa Rita de Cássia


Rita nasceu no ano de 1381, na província de Umbria, Itália, exatamente na cidade de Cássia. Rita, ainda na infância, manifestou sua vocação religiosa. Diferenciando-se das outras crianças, ao invés de brincar e aprontar as peraltices da idade, preferia ficar isolada em seu quarto, rezando.
Para atender aos desejos de seus pais já idosos, Rita casou-se com um homem de nome Paulo Ferdinando, que, a princípio, parecia ser bom e responsável. Mas, com o passar do tempo, mostrou um caráter rude, tornando-se violento e agressivo. A tudo ela suportava com paciência e oração. Tinha certeza de que a penitência e a abnegação conseguiriam convertê-lo aos preceitos de amor a Cristo. Um dia, Paulo, finalmente, se converteu sinceramente, tornando-se bom marido e pai. Entretanto suas atitudes passadas deixaram um rastro de inimizades, que culminaram com seu assassinato, trazendo grande dor e sofrimento ao coração de Rita. Dedicou-se, então, aos dois filhos ainda pequenos, que na adolescência descobriram a verdadeira causa da morte do pai e resolveram vingá-lo, quando adultos. Rita tentou, em vão, impedir essa vingança. Desse modo, pediu a interferência de Deus para tirar tal idéia da cabeça dos filhos e que, se isso não fosse possível, os levasse para junto dele. Assim foi. Em menos de um ano, os dois filhos de Rita morreram, sem concretizar a vingança. Rita ficou sozinha no mundo e decidiu dar um novo rumo à sua vida. Determinada, resolveu seguir a vocação revelada ainda na infância: tornar-se monja agostiniana. As duas primeiras investidas para ingressar na Ordem foram mal-sucedidas. Segundo a tradição, ela pediu de forma tão fervorosa a intervenção da graça divina que os seus santos de devoção, Agostinho, João Batista e Nicolau, apareceram e a conduziram para dentro dos portões do convento das monjas agostinianas. A partir desse milagre ela foi aceita. Ela se entregou, completamente, a uma vida de orações e penitências, com humildade e obediência total às regras agostinianas. Sua fé era tão intensa que na sua testa apareceu um espinho da coroa de Cristo, estigma que a acompanhou durante quatorze anos, mantido até o fim da vida em silencioso sofrimento dedicado à salvação da humanidade. Rita morreu em 1457, aos setenta e seis anos, em Cássia. Sua fama de santidade atravessou os muros do convento e muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão. Sua canonização foi assinada pelo papa Leão XIII em 1900. 
A vida de santa Rita de Cássia foi uma das mais sofridas na história da Igreja católica, por esse motivo os fiéis a consideram a "santa das causas impossíveis". O seu culto é celebrado em todo o mundo cristão, sendo festejada no dia 22 de maio, tanto na Igreja do Ocidente como na do Oriente.
Fonte- http://diocesedecolatina.org.br/

Bispo mártir será beatificado em El Salvador

A Igreja de El Salvador receberá no próximo sábado, 23, bispos, sacerdotes e delegações internacionais para acompanhar a beatificação do ex arcebispo de San Salvador, Dom Oscar Romero, que acontecerá às 10h da manhã, na Praça do Divino Salvador do Mundo, considerada símbolo nacional do país, e em seu entorno.
São esperadas cerca de 250 mil pessoas e pelo menos 12 chefes de Estado, além dos vice-presidentes de Cuba e Costa Rica. Aguardam-se delegações de Brasil, Colômbia, Chile, Estados Unidos, Itália, México, Nicarágua, Uruguai e membros da Organização dos Estados Americanos (OEA). Na programação também consta uma peregrinação até a Catedral Metropolitana, onde descansam os restos do arcebispo mártir.
Mais de 1.100 sacerdotes se prepararão para a cerimônia no Seminário San José de La Montaña e também irão até a praça em procissão. O lugar teve significado especial na vida de dom Romero porque boa parte de sua formação sacerdotal foi feita ali.
Natural de Barrios, em São Miguel, dom Oscar Romero nasceu em 15 de agosto de 1917. O arcebispo foi assassinado brutalmente em 24 de março de 1980, por um franco-atirador, durante homilia na capela do hospital do câncer La Divina Providencia, em São Salvador. O arcebispo teve intensa atuação na defesa dos mais pobres e desprotegidos no conflito armado salvadorenho ocorrido no período de 1980 a 1992.
Em 1996, foi apresentado o processo de beatificação de dom Romero pela Congregação para a Causa dos Santos, mas somente em 2006, houve autorização da Congregação para a Doutrina da Fé. Na diocese salvadorenha, o processo em sua fase diocesana iniciou em 1990. 
Durante a XX Assembleia Internacional da Cáritas, realizada na última semana, em Roma, o monsenhor Óscar Romero foi escolhido como patrono da Cáritas Internacional. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Novo Conselho Presbiteral é eleito nesta quarta feira

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Na manhã dessa quarta-feira, dia 20, padres e bispo da Diocese de São João del-Rei se reuniram na Casa de Pastoral São Tiago, para mais uma Reunião do Clero. Dos variados assuntos e comunicações gerais sobre a vida da Igreja Particular Diocesena, foi realizado a eleição dos novos membros do Conselho Presbiteral.

Como de costume, o encontro se iniciou na Capela da Casa de Pastoral, com oração, leitura bíblica e reflexão, dando ênfase ao período de Pentecostes. Em seguida, os sacerdotes se dirigiram para o Auditório Dom Delfim Ribeiro Guedes, onde foram abordados diversos assuntos como: Assembleia da CNBB; Retiro espiritual e formação para os presbíteros; celebração do dia do padre; e outros.
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Após o momento de informação, Walderson Willer e Thayane Botelho apresentaram um projeto de formação e motivação para jovens, inspirados na capacitação e preparação juvenil, não apenas para o mercado de trabalho, mas para a vida. O projeto, que terá início no segundo semestre de 2015 será realizado na Casa de Pastoral e contará com o apoio de diversos voluntários graduados e de professores da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

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Antes do término do encontro, os sacerdotes se reuniram para a realização do novo Conselho Presbiteral, que atuará no período de maio de 2015 a maio 2017, chegando ao seguinte resultado:

Coordenador Diocesano de Pastoral: Pe. José Bittar.
Representante dos Presbíteros: Pe. Odair José de Carvalho.
Representante dos Presbíteros Religiosos: Pe. Cristiano Francisco de Assis, SCJ
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Três Presbíteros Eleitos: Pe. Paulo Marcelo Daher Gomes Filho / Pe. Domingos Sávio da Silva / Pe. Claudir Possa Trindade.

Nomeados pelo bispo: Pe. Neidir Antônio Nogueira do Vale e Pe. Álisson Sacramento
Com os Presbíteros em razão do ofício e dos que foram eleitos para a função de Vigários Forâneos, o Conselho fica assim constituído:  

Pe. Dirceu de Oliveira Medeiros
Pe. Antônio Carlos Trindade da Silva
Pe. José Bittar
Pe. Odair José de Carvalho
Pe. Geraldo Magela da Silva
Pe. Marcos Alexandre Pereira
Pe. José Walter Silva de Carvalho
Pe. Márcio César Ferreira
Pe. Paulo Marcelo Daher Gomes Filho
Pe. Domingos Sávio da Silva
Pe. Claudir Possa Trindade
Pe. Cristiano Francisco de Assis, SCJ
Pe. Neidir Antônio Nogueira do Vale
Pe. Álisson Sacramento

A próxima reunião do clero diocesano está prevista para o início do mês de setembro.

Nossa Senhora do Apocalipse


A origem dessa representação está ligada àquele mais espantoso texto do Novo Testamento, o Apocalipse de São João. Uma página da Arquidiocese do Rio de Janeiro vai fundo nessa discussão. Lá no capítulo 12 lê-se:

  "Depois apareceu no céu um grande sinal: Uma mulher vestida de sol, e a lua debaixo de seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre sua cabeça; e, estando grávida, clamava com as dores do parto e sofria os tormentos para dar à luz" . 

Essa, pois, é a origem da imagem. É a representação da idéia descrita no Apocalipse. 
É curiosa a solução adotada para traduzir graficamente a expressão "vestida de Sol": uma elipse cheia de raios, que marca tão estranhamente a a imagem de Guadalupe, está em várias daquelas que a precederam, como a gravura de Dürer. 

Em março de 2004  descobri  uma pagina no site de mariologia da U. Dayton que mostra que  muitas representações da virgem do apocalipse foram feitas nas iluminuras de manuscritos medievais
Hoje, Apocalipse está indissoluvelmente ligado ao fim do mundo. É praticamente um sinônimo. Mas a palavra, em grego, significa "revelação".  Literalmente significa "a retirada dos véus". É a primeira palavra desse livro de São João, e muitos livros antigos ficaram conhecidos pela palavra que os inicia.  Mas a revelação que João nos descreve é sobre o fim do mundo.O livro tem 21 capítulos, cheios de imagens retumbantes, cheios de números mágicos. São revelações “sobre as coisas que em breve devem acontecer”.Ele descreve a seqüência de "cenas" que se sucederão quando o fim do mundo se aproximar, e lá no capítulo 12 aparece a cena sobre a mulher com os pés sobre a lua.  Vale a pena ler o capítulo 12 todo, para ter uma idéia do que acontece nos 21 capítulos. São todos nesse estilo.


"Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, 2 que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. 4 A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.
Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono. 6 A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.
7 Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; 8 todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. 9 E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.
10 Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. 11 Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. 12 Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.
13 Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão;14 e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente.
15 Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio. 16 A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca. 17 Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar."
Fonte- http://www.terrasraras.com.br/

Festa de Nossa Senhora Auxiliadora 2015

Comunidade Nossa Senhora Auxiliadora
Rua Antonio de Assis, 136
Paróquia Senhor Bom Jesus do Monte
São João del Rei/MG

Dias 21, 22 e 23 de maio de 2015

19h- No Salão Nossa Senhora Auxiliadora, Santa Missa e exercício do tríduo

Dia 24 de maio

7h30- Santa Missa na Igreja de Nossa Senhora da Saúde
9h- Santa Missa com as crianças na Igreja de Nossa Senhora da Saúde
18h- Procissão com veneranda imagem de Nossa Senhora Auxiliadora saindo do salão na Rua Antonio de Assis em direção a Igreja de Nossa Senhora da Saúde, onde será celebrada a Santa Missa.

Visto e aprovado

Padre Ilton de Paula Resende
Pároco

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Nossa Senhora Divina Pastora


O Título de DIVINA PASTORA teve sua origem na cidade de Sevilha, Espanha. Surgiu a partir de uma”aparição” de Nossa Senhora naquele local, no dia 8 de dezembro de 1703, data em que se comemora a Imaculada Conceição da Virgem Maria. Sua imagem teria aparecido sentada numa rocha, vestida como pastora num local onde pastavam as ovelhas. 
Ela traz um cajado na mão, símbolo do pastoreio materno, da mãe que cuida de seus filhos. Inicialmente foi denominada “Virgem de Zagala” (que significa: pastora que cuida de seu rebanho), símbolo de uma mãe amorosa, está, como em toda sua presença na história da salvação, como aquela que colabora e conduz as ovelhas ao seu Filho Jesus, O Divino Pastor. As autoridades eclesiásticas aprovaram o culto à Divina Pastora em 1709, autorizando, assim, a criação de uma Irmandade da Divina Pastora.  Esta irmandade, baseada na devoção à Nossa Senhora Divina Pastora, conseguiu arrebanhar tantos membros que o próprio Rei quis fazer parte da mesma. Um dos maiores propagadores da devoção à N. Sra. Divina Pastora foi um religioso Capuchinho, chamado Frei Isidoro. O principal santuário da Divina Pastora na América Latina está situado da ilha de Trindade, nas Antilhas. Através dos frades capuchinhos, este título chegou também à Venezuela no ano de 1778, sendo que no Brasil é mais intensamente conhecido no Estado de Sergipe que dedica não só o nome da cidade: DIVINA PASTORA desde 1836, mas também, a belíssima Igreja matriz que traz a sua invocação como padroeira. Das diversas irmandades espalhadas pela Espanha, sobretudo Sevilha, e da comunicação com as mesmas, apresentamos algumas orações do culto desenvolvido durante os séculos em louvor a Nossa Senhora, sob o título de Divina Pastora.
 
“Mãe do Divino Pastor” - Homilia do Bispo de Sevilha por ocasião da festa da Divina Pastora em 16 de Maio de 2000
 
As horas do dia transcorrem e Maria sai ao entardecer vestida de Pastora, numa procissão sem fim. No início de minha homilia reflito sobre o fato da Virgem Maria ter nascido em Nazaré, mas em Sevilha, há que se demonstrar, obteve uma invocação que se espalhou ao mundo cristão: Pastora. Tal devoção nasceu em San Gil, pelo enorme acerto de Frei Isidoro em considerar a Virgem como “Mãe do Bom Pastor”. Se entendemos o vocábulo pastora como aquela que cuida e guia o seu rebanho, a Virgem Maria foi a Pastora do Verbo que se encarnou, dando-lhe o primeiro templo que Deus habitou sobre a Terra: o Seu ventre. Também foi Pastora ao dar-lhe seu coração: a primeira escola do menino-Deus. Terminada sua missão terrena, foi depois Pastora nossa, desde o momento da Assunção de seu corpo e alma ao céu. Divina Pastora de um redil sevilhano. Pastora dos capuchinhos que lhe veneraram primeiro sob essa invocação. Pastora de todas as ovelhas do rebalho de Cristo. Com seu cajado carinhoso ela nos orienta no caminho. Com a doçura de sua voz nos admoesta e intercede junto ao Bom Pastor. Chapéu, cajado, cabelos caheados...Símbolos pastoris que a acompanham há mais de 300 anos.
Fonte- http://www.espacomaria.com.br/

terça-feira, 19 de maio de 2015

Nossa Senhora da Conceição Aparecida

A festa litúrgica do  dia 12 foi instituída em 1953 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e tornou-se  feriado nacional em 1980, por ocasião da visita de São João Paulo II naquele  ano. Antes disso, a Igreja celebrava sua Padroeira em 7 de setembro. A mudança aproximou  as comemorações ao momento estimado em que a Imagem foi retirada das águas do  Rio Paraíba do Sul – 17 a 30 de outubro de 1717.  
A peça que representa a Virgem  Maria foi encontrada por três pescadores.  João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia  foram encarregados de conseguir peixe para o banquete que a Vila de Santo  Antônio de Guaratinguetá iria oferecer a Dom Pedro de Almeida e Portugal, o  Conde de Assumar, que à época também era o Governador da Província de São Paulo  e Minas Gerais. Após tentativas frustradas de pesca, os humildes servos de Deus ‘pescaram’ o corpo da Santa Mãe de Deus e, em seguida, sua cabeça. A data do ocorrido é baseada no relato do “Diário da Jornada do Conde de Assumar”, que passou treze dias na comunidade. O período é confirmado no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (I Livro do Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá - 1757) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma (1748-1749).
A Imagem possuía quarenta centímetros de altura, esculpida em terracota, uma argila que, depois de modelada, é cozida em forno apropriado. O estilo da obra é seiscentista, ou seja, foi produzida a partir de 1600 d.C. (século XVII). Isto foi atestado por diversos especialistas em obras sacras, entre eles doutor Pedro de Oliveira Ribeiro Neto, os monges beneditinos do mosteiro de São Salvador, na Bahia, Dom Clemente da Silva Nigra e Dom Paulo Lachenmayr. Encontrar as duas partes já seria, por si só, um milagre. Mas ao lançar as redes no Porto Itaguaçu, após viajar seis quilômetros, os pescadores apanharam uma enorme quantidade de peixes.
“(...) e continuando a pescaria, não tendo até então tomado peixe algum, dali por diante foi tão copiosa a pescaria em poucos lanços, que receoso, e os companheiros de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, se retiraram as suas vivendas, admirados deste sucesso”.
Livro do Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá - (1757)
Foi quando teve início a devoção pela Mãe “Aparecida” nas águas. Devotos da comunidade passaram a reunir-se para rezar na casa de Felipe Pedroso, que produziu um oratório para a Senhora Aparecida. 
31 anos depois, o jesuíta Padre Francisco da Silveira escreveu a crônica da Santa Missão realizada em Aparecida em 1748: “Aquela imagem foi moldada em argila; sua cor é escura, mas famosa pelos muitos milagres realizados. Muitos afluem de lugares afastados, pedindo ajuda para suas próprias necessidades”.
Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma - (1748-1749)
Fonte- http://www.a12.com/